quarta-feira, 29 de julho de 2009

Em 1 ano US$ 18 tri para Salvar Bancos, em 49 anos US$ 2 Tri para Acabar com Fome, por Washington


Segundo a ONU, nos últimos 49 anos os países pobres receberam US$ 2 trilhões para acabar com a fome.

A previsão é de que, com a crise, em 2009, aumentem de 915 milhões para 1,02 bilhão as pessoas que passam fome no mundo.

Enquanto isso os bancos receberam US$ 18 trilhões, em apenas um ano. E, com somente 1% do que foi dado pelos governos para salva-los seriam suficientes para acabar com a fome no mundo.

Além disso, na última reunião do G 20 foram garantidos mais de US$ 5 trilhões, até 2010 para os banqueiros.

O encontro, que além de bancar pelos cofres públicos dos países os prejuízos que os especuladores tiveram, reanimou o “cadáver” do FMI – Fundo Monetário Internacional que administrará esses recursos. O FMI é um dos principais responsáveis da crise atual com a suas políticas privatizantes, desregulamentadoras, e, de pagamento da dívida.

Como as medidas tomadas até agora são apenas para cobrir o rombo dos bancos, o PIB americano caiu impressionantes 5,5% no primeiro trimestre de 2009, depois de ter despencado 6,3% no último trimestre de 2008.

No Brasil, Lula concedeu mais R$ 300 bilhões entre isenções fiscais às grandes indústrias, empréstimos a bancos, “incentivos” aos grandes empresários, além de ter recentemente emprestado US$ 10 bilhões ao FMI. E, eles mesmo assim, continuam demitindo os trabalhadores!

Ao mesmo tempo cortou R$ 25,4 bilhões do orçamento, tirando recursos de áreas essenciais como saúde e educação.

O resultado dessa política, é que segundo o IBGE a renda dos trabalhadores continua caindo, o desemprego em alta aflige milhões de brasileiros, e, a inadimplência cresce, por exemplo, os atrasos superiores a 90 dias dobrou em apenas 3 meses.

Hoje, os empréstimos representam 43% do PIB – 1,259 trilhão podendo chegar a 45%.

Não foram esses mesmos elementos que levaram a eclosão da crise em setembro passado?

Ao invés de dar dinheiro a bancos e empresários, emprestar ao FMI, não seria o caso, de tomar uma medida para garantir a não demissão dos trabalhadores? Ou alocar mais recursos para a reforma agrária, gerando renda e emprego no campo? Ou, investir nos serviços públicos de saúde e educação?

Washington Luiz Moura Lima é economista e assessor de Sindicatos de Trabalhadores do Poder Judiciário Federal



segunda-feira, 20 de julho de 2009


Esta manhã acordei despreparada.
Sem coragem de enfrentar o frio,
sem ânsia de dinamizar as relações
sorrir falsamente, falar o dispensável
sem vontade de mudar, mover, esperar
e nem mesmo ilusão disto.
Poderia haver mais tempo pra nada,
e o nada, ter mais tempo para ser tudo.
Queria criar e redescobrir o já descoberto
Ter um motivo a mais para ter motivo de ir
E não ficar
Mas hoje não, tô sem idéia.